Justiça mantém preso suspeito de matar jovem carbonizado dentro de apartamento no interior da Bahia
A Justiça manteve presa a prisão de Robson de Araújo Silva, suspeito de assassinar Paulo Henrique Batista Nascimento da Silva, de 26 anos, dentro de um apartamento no município de Valente. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta terça-feira (19), após análise do auto de prisão em flagrante.
Robson é investigado por homicídio qualificado por meio cruel. Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu no sábado (16) e teria sido motivado por ciúmes. A suspeita é de que o acusado acreditava que a vítima mantinha um relacionamento com sua companheira.
Na decisão, a Justiça apontou a existência de indícios considerados consistentes de autoria. Entre os elementos citados está o relato de uma testemunha que afirmou ter recebido, por aplicativo de mensagens, um vídeo mostrando a execução da vítima. Segundo o depoimento, Paulo Henrique aparecia amarrado antes de ter o corpo incendiado.
A mesma testemunha relatou ainda que recebeu uma ligação do suspeito confessando o assassinato por estrangulamento. De acordo com as investigações, a vítima teria sido atacada com um golpe conhecido como “mata-leão”, estrangulada com o cabo de um carregador de celular e, em seguida, queimada dentro do imóvel.
O corpo de Paulo Henrique foi encontrado completamente carbonizado após policiais militares serem acionados para atender uma ocorrência de incêndio em uma residência na Rua Valmir Araújo Cunha. No local, os agentes identificaram sinais de extrema violência, incluindo manchas de sangue e garrafas quebradas espalhadas pelo apartamento.
Ao converter a prisão em preventiva, a Justiça também considerou o histórico criminal do investigado. Conforme o processo, Robson possui condenação anterior por crime julgado pelo Tribunal do Júri e responde a outros procedimentos graves, entre eles relatos de tentativas de feminicídio e homicídios.
Após ser preso em flagrante no município de Riachão do Jacuípe, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça enquanto o caso segue sob investigação da Polícia Civil.








