domingo, 24 de maio de 2026

Ypê anuncia investimento de R$ 130 milhões após Anvisa apontar falhas sanitárias em fábrica

Foto: Reprodução

Da Redação

A fabricante Ypê anunciou um investimento de aproximadamente R$ 130 milhões para reestruturar sua fábrica em Amparo, após sucessivas autuações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária relacionadas a riscos de contaminação microbiológica em produtos de limpeza.

A crise ganhou força depois que a Anvisa publicou, em 7 de maio de 2026, uma medida suspendendo a fabricação, comercialização, distribuição e uso de lotes de lava-louças, sabões líquidos e desinfetantes produzidos pela empresa.

Segundo o texto, o plano de adequação da unidade foi reformulado após inspeção realizada entre os dias 27 e 30 de abril deste ano, com participação da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e da vigilância municipal. Inicialmente, a previsão era investir entre R$ 100 milhões e R$ 110 milhões, mas o valor aumentou após novas falhas serem identificadas pelos fiscais.

Entre as medidas previstas pela companhia estão revisão dos protocolos de sanitização, melhorias no sistema de tratamento de água e implantação de um laboratório de microbiologia com padrão considerado “nível farmacêutico”.

A Anvisa afirma que as irregularidades identificadas comprometem requisitos fundamentais das Boas Práticas de Fabricação e elevam o risco de presença de microrganismos patogênicos nos produtos destinados aos consumidores. Entre os problemas apontados estão falhas no controle interno, na garantia de qualidade e nos processos de fabricação.

O documento também menciona histórico de não conformidades da fabricante, incluindo medidas sanitárias anteriores em 2024 e 2025 relacionadas à bactéria Pseudomonas aeruginosa.

De acordo com a reportagem, a investigação mais recente começou após denúncia registrada no sistema Fala.BR envolvendo possível contaminação em produtos da marca Ypê e no lava-roupas Tixan Neutraliza Mau Odor. A denúncia teria sido feita pela Unilever, dona de marcas como Omo, Comfort e Cif.

Mesmo após recurso apresentado pela empresa, a Anvisa decidiu manter a suspensão dos lotes afetados e orientou consumidores a interromperem o uso dos produtos envolvidos, buscando informações diretamente com os canais oficiais da fabricante para troca, devolução ou ressarcimento.

24 de maio de 2026, 10:14

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