Renan Santos se apresenta como “Milei brasileiro” e intensifica disputa com Flávio Bolsonaro na direita
Da Redação
Fundador do Movimento Brasil Livre e presidente do partido Missão, Renan Santos vem ampliando sua presença nas redes sociais e se consolidando como um dos nomes da direita na disputa presidencial. Entre apoiadores, passou a ser chamado de “Javier Milei brasileiro”, em referência ao presidente da Argentina, Javier Milei.
Em entrevista ao jornal Estadão, Renan afirmou que adota estratégia semelhante à de Milei, baseada em discursos sem filtros e forte atuação digital.
“O Milei fez uma campanha de sincericídio. É o que eu estou fazendo também”, declarou.
Segundo levantamento citado pela reportagem, o dirigente apareceu com 4,6% das intenções de voto em pesquisa Atlas/Bloomberg, empatando tecnicamente com governadores como Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Entre jovens de 16 a 24 anos, o desempenho chega a 24,7%.
A estratégia digital é apontada por analistas como um dos principais fatores do crescimento de Renan nas redes sociais, onde ele já aparece entre os pré-candidatos mais mencionados, atrás apenas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro.
Apesar de ocupar o mesmo campo ideológico do bolsonarismo, Renan intensificou críticas públicas a Flávio Bolsonaro e afirmou que pretende disputar diretamente o eleitorado mais conservador.
“O PT é como o capeta, é nosso inimigo natural. O Flávio é o Judas, inimigo interno”, disse.
Na avaliação de especialistas citados na reportagem, Renan ocupa atualmente um espaço ainda mais à direita do que o senador, atraindo principalmente jovens e eleitores identificados com discursos antissistema.
Durante a pré-campanha, o dirigente tem percorrido cidades do Nordeste e defendido propostas consideradas radicais, como endurecimento penal, reforma trabalhista, nova reforma da Previdência, fusão de municípios e criação de zonas econômicas especiais na região Nordeste.
Em uma das declarações mais polêmicas, Renan afirmou que pretende “falar mal do Bolsa Família no Nordeste” e criticou políticas assistenciais permanentes.
Nas redes sociais, ele também tem apostado em vídeos sobre pequenas cidades nordestinas, denunciando problemas administrativos e defendendo redução do número de municípios no país.








