terça-feira, 9 de junho de 2026

Professores da rede privada da Bahia paralisam atividades e avaliam decretar estado de greve

Foto: Agência Brasil

Da Redação

Os professores da rede privada de ensino da Bahia realizam uma paralisação nesta terça-feira (9) em meio ao impasse nas negociações da campanha salarial da categoria. A mobilização atinge escolas de educação básica em todo o estado e inclui uma assembleia convocada pelo sindicato para discutir os rumos do movimento.

Entre os principais pontos da pauta estão a atualização das negociações com o setor patronal e a possível decretação de estado de greve.

Segundo o Sinpro, as tratativas com os representantes das escolas privadas começaram em março, mas ainda não houve acordo. A paralisação foi aprovada por 91% dos participantes de uma assembleia realizada em 1º de junho.

Entre as reivindicações da categoria estão reajuste salarial com ganho real de 5%, baseado no Índice do Custo de Vida (ICV) do Dieese, e a fixação da hora-aula de 50 minutos em R$ 16 e da hora-aula de 60 minutos em R$ 19,20, com vigência retroativa a 1º de maio de 2026. A proposta prevê ainda aumentos de 25% sobre esses valores em 2027 e 2028.

Os professores também defendem a obrigatoriedade da oferta de planos de saúde e odontológico para trabalhadores e dependentes, além da reserva de 8% das vagas das instituições para concessão de bolsas de estudo a filhos e dependentes dos profissionais.

De acordo com o sindicato, as propostas apresentadas pelo setor patronal foram rejeitadas por manterem perdas consideradas significativas para a categoria, incluindo alterações em direitos como o recesso escolar e a concessão de bolsas de estudo para filhos de trabalhadores.

09 de junho de 2026, 08:00

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