sábado, 20 de agosto de 2022

Associação de produtores de evento reclama de falta de diálogo por parte do Governo da Bahia

Foto: Divulgação

Da Redação

O novo decreto que regulamenta as medidas restritivas de enfrentamento à pandemia na Bahia e reduz o público permitido em festas e shows para 3 mil pessoas pegou de surpresa os profissionais da área de eventos no estado.

A Associação Baiana de Produtores de Eventos (Abape) se posicionou nas redes sociais cobrando diálogo com o Governo do Estado, após o decreto que reduz o limite de público em eventos na Bahia.

O presidente da entidade, Moacyr Villas Boas, afirmou que o setor está sendo tratado “de forma preconceituosa”. “Esse decreto chegou como um rolo compressor, tratando todos da mesma forma. A forma como o governo lida com o setor faz a população nos ver como marginais”, alega Villas Boas.

A entidade argumenta que a mudança nas regras causou prejuízos incalculáveis para os profissionais que já organizavam eventos para os próximos dias.

Na manifestação, o presidente reiterou não ser contra as novas medidas de controle, mas repudia a falta de diálogo com a categoria. “As decisões sendo tomadas por pessoas que desconhecem o setor e suas particularidades. Uma reunião foi feita para deliberar sobre um decreto, sem que nenhum representante da categoria estivesse presente”, reclama.

O prejuízo causado aos produtores que precisaram cancelar seus eventos por conta das novas regras pode chegar a casa dos R$ 500 mil, segundo a Abape. Como exemplo, Vilas Boas citou a festa Verão 2022, que tinha show previsto para o próximo sábado (15) com a banda Baiana System e a cantora Pitty.

“Existem certos investimentos que já haviam sido feitos e que os produtores não vão reaver. Porque não proibir a divulgação de novos eventos mas permitir que os já marcados fossem realizados pelas regras anteriores?”, sugere. Para o produtor, cada área do setor precisa ser tratada de forma específica. “Se existem eventos que não estão exigindo o comprovante de vacinação, por exemplo, eles precisam ser fiscalizados e autuados pelo governo. Mas não se pode colocar todos no mesmo balaio e querer vencer a pandemia na base do decreto sem entender as diferenças que existem dentro do setor”, defende.

11 de janeiro de 2022, 12:17

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