terça-feira, 28 de junho de 2022

Fechamento de fábricas de licor deixa mais de 140 funcionários sem trabalhar

Foto: Acervo Pessoal/Roseval Pinheiro

Da Redação

Após a interdição de duas fábricas que produzem licor em Cachoeira, mais de 140 funcionários desses empreendimentos estão impedidos de trabalha.

A interdição ocorreu na terça-feira (21). A associação que representa os produtores de bebida informou que os impactos da medida serão sentidos a longo prazo, já que o processo de fabricação começa no ano anterior.

Em entrevista à TV Bahia, o vice-presidente da Associação dos Produtores de Licor de Cachoeira, Roseval Pinheiro, afirmou que o fechamento impacta principalmente a produção para o próximo São João.

Fiscais estiveram na fábrica no dia 30 de junho do ano passado e, na época, pediram a mudança do banheiro, além de terem solicitado reforma no depósito de açúcar e nas áreas para trabalhar com frutas. Segundo Roseval, as obras foram feitas.

Foi também contratado um químico, outra exigência da fiscalização. Roseval Pinheiro informou que ele fez um ofício com um pedido de 60 dias para poder terminar o processo de adequação.

Além do tradicional licor de “Roque Pinto”, também foi suspenso o trabalho na fábrica do “Arraiá do Quiabo”, os mais tradicionaiss fabricos de licor em Cachoeira. Os dois estabelecimentos foram fechados porque a PF constatou irregularidades junto ao Ministério da Agricultura.

Entre as irregularidades apontadas, estão: mudanças no espaço físico dos estabelecimentos; ausência do contrato de um químico responsável, ou engenheiro de produção ou engenheiro químico; ausência de registro junto ao Mapa de cada um dos produtos que os estabelecimentos fabricam; ausência de um documento com a planta do local e uma espécie de inventário de tudo que tem no fabrico (móveis, objetos, quantidade desses objetos, local onde ficam instalados/armazenados).

23 de junho de 2022, 08:24

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