quarta-feira, 24 de abril de 2024

Rapidinhas: A humilhação do PCdoB, a PEC de Adolfo, as portas do PSB e o presidente que mira 2026

Alberico Gomez e equipe

Os humilhados serão exaltados?

* O retalhamento da candidatura do deputado Fabrício Falcão (PCdoB) ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), executado nesta terça (27) pela base do governo na Assembleia, foi mais um capítulo na extensa lista de humilhações impostas pelos petistas aos comunistas. O próprio Fabrício foi preterido em duas ocasiões anteriores: na primeira, abriu mão para o ex-deputado federal Nelson Pelegrino, enquanto na segunda cedeu para a ex-primeira-dama Aline Peixoto. Em troca, tinha a palavra do governador Jerônimo Rodrigues (PT) de que seria apoiado este ano.

* Vale frisar que, apesar de ser o único dos partidos aliados que está ao lado do PT desde a primeira vitória do hoje senador Jaques Wagner (PT) para o governo da Bahia, em 2006, o PCdoB nunca conseguiu emplacar um conselheiro no TCM ou no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Uma humilhação histórica.

* A lista de derrotas impostas pelo PT ao PCdoB tende a aumentar. Além do naufrágio da pré-candidatura da deputada comunista Olívia Santana em Salvador, fruto de uma decisão de Jerônimo e do conselheiro político, que optaram pelo vice-governador Geraldo Júnior (MDB), os petistas pretendem dar uma rasteira nos antigos aliados em Juazeiro e em Jacobina. Caso isso ocorra, os comunistas não terão nomes disputando prefeituras importantes.

* Nos corredores da Assembleia, o que se diz é que dificilmente o PCdoB será contemplado numa próxima vaga no TCM ou no TCE. Para muitos parlamentares, entre eleitores do deputado Paulo Rangel (PT) e do ex-deputado Marcelo Nilo (Republicanos) – que são os dois candidatos a conselheiro inscritos -, Fabrício foi muito áspero na reta final para tentar se inscrever na disputa. Além disso, é dada como certa que caberá ao PSD do senador Otto Alencar a escolha seguinte.

PEC de Adolfo

* Assim como a eleição para o TCM, a Assembleia deve votar também em março a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do deputado Nelson Leal (PP) que permite uma nova reeleição do deputado Adolfo Menezes (PSD) no comando da Casa. O líder da oposição, deputado Alan Sanches (União), aposta que a proposição será votada no mesmo dia da eleição do novo conselheiro, marcada para o próximo dia 5. “É quando a Casa estará cheia, com quórum suficiente para passar uma PEC”.

* Adolfo, por sinal, já está convencido de que a PEC deve ser votada em março, segundo confidenciou a aliados. Ele tem ampla maioria na Assembleia. Além disso, terá tempo de sobra para acomodar interesses dos correligionários na composição dos outros oito cargos da Mesa Diretora, uma vez que a eleição é só em fevereiro de 2025. A briga mais intensa promete ser pela primeira vice-presidência. O próprio Nelson Leal está no páreo, assim como os deputados Vitor Bonfim (PV) e Niltinho (PP).

* Resta saber como o PCdoB irá se comportar sobre a PEC da Reeleição na Assembleia, ainda mais diante da derrota de Fabrício Falcão, que sequer conseguiu se inscrever ao TCM – e Adolfo Menezes, em ato individual, poderia, se desejasse, garantir a inscrição do comunista. Olívia Santana, por exemplo, já avisou que é contra a iniciativa.

Olho na urna

* O vereador Sílvio Humberto tem restrições ao ingresso no PSB, ao qual é filiado, dos vereadores Joceval Rodrigues (Cidadania) e Randerson Leal (PDT). Publicamente, tem dito que conversas mais profundas precisam ocorrer antes que as portas sejam abertas. Quem articula pela entrada dos dois edis é o vice-presidente estadual do PSB, Rodrigo Hita.

* O PSB, por sinal, pretende entregar na primeira semana de março um conjunto de propostas para subsidiar o programa de governo do vice-governador Geraldo Júnior, pré-candidato do MDB ao Palácio Thomé de Souza. Sílvio Humberto é um dos nomes cotados para ser companheiro de chapa do emedebista.

* Quem cogita permanecer no Avante, mesmo a sigla estando hoje na oposição ao prefeito Bruno Reis (União), é a vereadora Débora Santana, que vinha mantendo conversas com o PDT. Caso permaneça, a edil teria a palavra do presidente estadual da legenda, o ex-deputado federal Ronaldo Carletto, de que seria liberada a apoiar a reeleição do atual chefe do Executivo municipal.

* Quem também está de olho nas urnas, só que de 2026, é o novo presidente do DC, Igor Dominguez, secretário particular de Bruno Reis. Ele já definiu que será candidato a deputado estadual. E tem todo o apoio do prefeito.

27 de fevereiro de 2024, 18:40

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