terça-feira, 9 de junho de 2026

Rapidinhas: O lado de Coronel, o coração de Otto, o Judas do PL e a reforma de Jerônimo

Foto: Divulgação

Da Redação

Rota própria

Se optar por permanecer no PSD e disputar o Senado de forma avulsa, o senador Angelo Coronel já deixou claro a aliados que não fará campanha pela reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Nos bastidores, a depender do desfecho das conversas, Coronel admite, inclusive, apoiar pessoalmente a candidatura do ex-prefeito ACM Neto (União) ao Palácio de Ondina. Na semana passada, o senador Otto Alencar, presidente do PSD baiano, afirmou que o compadre tem respaldo da legenda para concorrer, mesmo com a confirmação da chapa “puro-sangue” pelo governo.

Garrafa de uísque

Otto já avisou que, com ou sem candidatura avulsa de Coronel, o PSD estará com Jerônimo. A incógnita é como cacique vai administrar a situação caso o correligionário resolva seguir outro rumo, mesmo permanecendo no ninho pessedista. O senador Jaques Wagner (PT) atua junto ao governador e ao presidente Lula (PT) para tentar sepultar de vez o projeto de Coronel. Wagner também tem uma relação antiga de amizade com Otto, que guarda até hoje em casa metade da garrafa de uísque que o petista tomou quando foi convidá-lo para ser postulante a governador no pleito de 2022.

Casa de apostas

Aliás, qual candidatura avulsa ao Senado tem mais chance de vingar: a de Coronel ou a do ex-deputado Marcelo Nilo (Republicanos), que reafirma o desejo de ser incluído na chapa majoritária de ACM Neto? As BETs estão movimentadas com esse provável cenário inédito da política baiana. Nilo assegurou em entrevista que vai para a disputa mesmo se o ex-prefeito não quiser. Coragem tem, mas e voto?

Novo alvo

Por falar em Marcelo Nilo, o ex-deputado deixou de ter o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), como principal alvo nos vídeos que publica na internet e passou a centrar a artilharia em Otto Alencar. Nesta terça (20), disse que o senador muda de posição constantemente sobre a presença de Angelo Coronel na chapa. Numa cronologia própria dos fatos, Nilo declarou que Otto é “arrogante” e que chegou a tentar limar Coronel porque emplacou o filho, o ex-deputado Otto Filho, no Tribunal de Contas do Estado (TCE) com as bençãos de Jerônimo.

Vídeo de Judas?

Um vídeo apócrifo (até por isso não vamos exibi-lo) que circula febrilmente via WhatsApp envolve o Banco Master, o Banco Pleno, que nasceu da costela do primeiro, e o Credcesta, cartão de crédito ungido da liquidação da Cesta do Povo, está dando o que falar nos bastidores da política baiana. O vídeo vai na jugular do PL baiano, poupando outras legendas, já que o Master era suprapartidário. Mas fica a pergunta: quem fez o material tenta implodir o PL no Estado? Tem muita gente achando que é fogo amigo.

Saída antecipada

Jerônimo pretende anunciar até o próximo dia 31 a reforma administrativa para liberar secretários que disputarão as eleições. Apenas no primeiro escalão, ao menos oito titulares devem deixar os cargos. A mudança também alcança o segundo escalão. Entre os nomes na lista estão dirigentes de órgãos como a Cerb, comandada por Jayme Vieira Lima (MDB), pré-candidato a deputado federal, e a CBPM, comandada por Henrique Carballal (PT), que mira uma vaga na Assembleia.

Efeito colateral

Pela legislação eleitoral, Jerônimo teria até abril para exonerar pré-candidatos do governo, mas decidiu antecipar o processo. A medida gerou incômodo e até desestímulo entre alguns quadros. A secretária de Recursos Hídricos e Saneamento, Larissa Moraes (MDB), por exemplo, desistiu de disputar uma vaga na Assembleia. A avaliação é que a saída precoce inviabilizaria projetos políticos e pessoais. Até abril, o governador deve manter apenas assessores e ocupantes de cargos menos relevantes que estarão no páreo em outubro, até para mantê-los estimulados.

20 de janeiro de 2026, 18:08

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