Reinaldo Azevedo sofreu uma “vendetta” por ser um jornalista e exercer a sua profissão
por Alberico Gomez
A nota da Polícia Federal informando que a divulgação dos diálogos entre o jornalista Reinaldo Azevedo e Andréa Neves, sua fonte, foi decisão do ministro Fachin e que o procurador-geral, Rodrigo Janot, tinha conhecimento das conversas mostra que o jornalista foi vítima de perseguição vil, que o fez pedir demissão da Veja, onde tinha um blog diário.
Andréa era a investigada e não Reinaldo Azevedo. Duro crítico de algumas medidas de Janot, Fachin e de algumas ações da Lava-Jato quando feriam à Constituição. Na conversa com Andréa, Reinaldo criticou a Veja. A quebra do sigilo de Reinaldo é uma “vendetta”.
Vejam o que informa o Estado de São Paulo:” O ex-procurador da República Marcelo Miller, um dos principais braços-direitos de Rodrigo Janot no Grupo de Trabalho da Lava Jato até março deste ano, passou a atuar neste ano no escritório que negocia com a Procuradoria Geral da República os termos da leniência do grupo JBS, que fechou acordo de delação premiada na operação. A decisão de Miller de deixar o Ministério Público Federal para migrar para a área privada, que pegou a todos no MPF de surpresa, veio a público em 6 de março, véspera da conversa entre Joesley Batista e Michel Temer, gravada pelo empresário, no Palácio do Jaburu, que deu origem à delação”.
Em qualquer país sério, Janot deveria renunciar ou sofrer uma investigação. Quanto custaram os honorários de Miller?. Reinaldo foi vítima de abuso de poder. Perseguido como se vivêssemos num estado de exceção.








