Em artigo, Joesley diz que é “feito de carne e osso” e que entrega “ao tempo a missão de revelar a razão”
O empresário do grupo J&F, Joesley Batista, comentou, em artigo publicado neste domingo (23) na Folha de São Paulo, sobre a sua situação desde que assinou o acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). O dono da JBS declarou que passou de “maior produtor de proteína animal do mundo a ‘notório falastrão’.
“De uma hora para outra, passei de maior produtor de proteína animal do mundo, de presidente do maior grupo empresarial privado brasileiro, a ‘notório falastrão’, ‘bandido confesso’, ‘sujeito bisonho’ e tantas outras expressões desrespeitosas. Venderam uma imagem perfeita: ‘Empresário irresponsável e aproveitador toca fogo no país, rouba milhões e vai curtir a vida no exterior’”, disse.
Joesley afirmou que após ter delatado se sentiu “um novo ser humano, com valores, entendimento e coragem para romper com elos inimagináveis da corrupção praticada pelas maiores autoridades do nosso país”. O empresário declarou também que desde então vem se dedicando a recuperar a “saúde financeira” das empresas que administra.
“A única verdade que sei é que, desde aquele 17 de maio, estou focado na segurança de minha família e na saúde financeira das empresas, para continuar garantindo os 270 mil empregos que elas geram”, explicou.
O empresário fez questão de explicar que o seu objetivo em escrever o artigo não foi se colocar como vítima, mas para desmentir algumas histórias. “Hoje, depois de 67 dias e 67 noites da divulgação da delação, resolvi escrever este artigo, não para me vitimar -o que jamais fiz-, mas para acabar com mentiras e folclores e dizer que sou feito de carne e osso. E entregar ao tempo a missão de revelar a razão”, finalizou.








