quarta-feira, 13 de maio de 2026

Saud diz que só fala em CPMI da JBS se acordo de delação for restabelecido

Em reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), marcada nesta terça-feira para ouvir o ex-diretor de Relações Institucionais da J&F, Ricardo Saud invocou o direito constitucional de ficar calado e disse que só irá se pronunciar quando o acordo de delação premiada do grupo for restabelecido. “Tão logo as premissas do acordo de delação premiada sejam restabelecidas ninguém tem mais interesse de falar que eu”, declarou ao membros da CPMI.

O acordo de colaboração que também envolve o empresário Joesley Batista, foi rescindido pelo então procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, em setembro deste ano, por suposta obstrução de Justiça. Janot também chegou a solicitar a conversão da prisão temporária de ambos em preventiva. Os pedidos foram aceitos pelo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin.

Atualmente Ricardo Saud está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e Joesley Batista está na sede da superintendência da Polícia Federal em São Paulo, na Lapa.

A decisão da Procuradoria de rescindir o acordo ainda precisa ser homologada pelo ministro Edson Fachin, do STF. A rescisão do acordo dos delatores foi tomada após investigação aberta por decisão de Janot para apurar a omissão de informações no acordo de colaboração premiada firmado por três dos sete delatores da JBS após a descoberta de novas gravações.

31 de outubro de 2017, 11:13

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