terça-feira, 12 de maio de 2026

Prefeitos de Porto Seguro e Eunápolis já foram alvos de outras investigações por corrupção

Foto: Montagem / Toda Bahia

Por Cláudia Nogueira

O escândalo envolvendo o desvio de verbas por meio de fraudes em contratos em Porto Seguro e Eunápolis parecem ser apenas a ponta do iceberg quando assunto é corrupção. Isso porque, os gestores dos dois municípios já foram alvo de investigações do Ministério Público Federal e da própria Polícia Federal por fraudes, corrupção e irregularidades eleitorais.

O casal Cláudia (PSD) e Robério Oliveira (PSD), prefeitos de Porto Seguro e Eunápolis, respectivamente, quase tiveram seus registros eleitorais cassados. Em 2010, Cláudia, então deputada estadual, foi acionada pela Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia por abuso de poder econômico. De acordo com a ação, elas se utilizou, junto com o marido, de conhecimento político local para promover a sua candidatura à reeleição na região. Na época, a PRE pediu que ela fosse declarada inelegível por oito anos, além de ter o seu registro cassado.

Dois anos depois, Robério, então prefeito de Eunápolis, foi condenado a três anos e três meses de reclusão por utilizar indevidamente recursos públicos para fins de autopromoção em publicidade governamental. Em 2013, Cáudia foi alvo de ação penal por fraude em licitação do São João Elétrico de 2013.

No ano seguinte, em 2014, Robério também ficou na mira da PRE, que pediu o indeferimento da sua candidatura ao cargo de deputado estadual, pois teve seis contas de gestões anuais e dez termos de ocorrência julgados irregulares pelo Tribunal de Contas dos Municípios enquanto no exercício da chefia da prefeitura de Eunápolis (2005/2012).

Nos últimos anos, os municípios de Porto Seguro e Eunápolis também foram alvos de recomendações e ações do MPF e PF, a exemplo do pedido para a publicização das listas de beneficiários do Bolsa Família e para a inserção de dados de compra de medicamentos no Banco de Preços em Saúde.

Em 2017, mais uma bomba envolvendo Porto Seguro. O MPF, a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram uma operação para cessar as atividades ilícitas de uma organização criminosa, responsável por desviar recursos públicos federais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), mediante fraudes em licitação de transporte escolar.

07 de novembro de 2017, 12:32

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