Nomeado por Temer, novo diretor da PF foi a favor de PEC que tirava o poder de investigação do MPF
Por Cláudia Nogueira
Nesta quarta-feira (8) o presidente Michel Temer anunciou uma troca no comando da Polícia Feral do Brasil e nomeou Fernando Segóvia para o cargo de diretor geral no lugar de Leandro Daiello. A troca ocorre em um momento importante para a PF, que responsável pela investigação de grandes casos de corrupção no país. Segóvia, que era chefe da PF no Maranhão, tem “ligação” com a família Sarney e já defendeu posicionamentos polêmicos dentro da instituição: ele fez campanha aberta à aprovação da PEC 37, uma emenda constitucional que tirava do Ministério Público o poder de investigação.
“Se você verificar tanto no texto constitucional quanto nas legislações inferiores, não está em nenhum momento delineado esse procedimento de investigação [como uma atribuição do Ministério Público]”, disse Segovia em 2013.
Segóvia foi superintendente da Polícia Federal Maranhão quando o estado era governado por José Sarney, politicamente ligado à Temer. Ele inclusive esteve com o presidente para discutir a nomeação de Segóvia e, segundo a Globonews, chegou a pressionar Temer para a escolha dele.
Como diretor-geral da PF, Segóvia será subordinado ao ministro da Justiça, Torquato Jardim, que atuou no ano passado como advogado de Roseana Sarney, filha de José Sarney. Cabe a ele agora a responsabilidade de coordenar todas as ações da Polícia Federal, como investigações sobre danos ao patrimônio e aos interesses da União, contra a ordem política e social ou que tenham repercussão em mais de um Estado ou país. O órgão também controla as fronteiras, os portos e aeroportos para impedir o tráfico de drogas e armas e o contrabando de produtos.








