sábado, 9 de maio de 2026

Ex-funcionário da Volkswagem revela ter sido torturado na empresa

Após o presidente da Volkswagen Região América do Sul e Brasil, Pablo Di Si, ter adimitido nesta quinta-feira (14), que havia pessoas, dentro da empresa, que colaboraram com o regime militar (1964-1985) no Brasil , ex-funcionários da empresa, e vítimas dessas ações, protestaram do lado de fota da sede da empresa, em São Bernardo do Campo (SP).

Lúcio Bellentani, ex-funcionário da empresa, relata ter sido torturado dentro da fábrica. “No dia 28 de julho de 1972, às 23h30, fui preso dentro da Volkswagen”, contaou. Ele disse que as torturas por parte dos policiais começaram na sala dos Recursos Humanos da montadora em São Bernardo do Campo. “Soco, pontapé, tapa. Eles queriam que eu dissesse o nome de outras pessoas que eram sindicalistas, que tinham atividades políticas, que eu delatasse eles ali”, relembra em entrevista à Agência Brasil.

Depois de ter sido preso na fábrica, Bellentani foi levado para o Departamento de Ordem Política e Social (Dops), onde, conta, que ficou 47 dias sem que a família soubesse do paradeiro dele. “Minha esposa foi todos os dias na Volks, ia no Departamento Pessoal, no Departamento de Segurança e eles diziam que não sabiam onde eu estava. Só quando ela ameaçou que entraria com o pedido no seguro da empresa, porque eu desapareci lá dentro, e ela já estava com necessidade, foi quando eles disseram que eu estava no Dops”, relatou. Ele lembra que ainda estava com o uniforme e a botina de trabalho quando a reencontrou.

14 de dezembro de 2017, 23:53

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