Doença grave não será motivo de tirar Maluf da Papuda
Thyara Araujo
É comum no nosso país os políticos submetidos à prisão alegarem problemas de saúde para escapar das penalidades a que lhes são impostas. Outros criticam as condições do sistema penitenciário, mas o ‘engraçado’ é que antes de eles estarem na cadeia parece que não pensavam nas consequências e nos dias que teriam que ver o sol ‘nascer quadrado’ quando seu atos ilegais fossem descobertos. O caso mais recente é do deputado federal Paulo Maluf (PP/SP), em que sua defesa afirma que ele tem problemas de saúde e, por isso, precisa deixar a Papuda. Mas um laudo do Instituto Médico Legal de Brasília, relativo a perícia feita com Maluf na última sexta-feira (22), aponta que, apesar de ele possuir grave doença, seu tratamento pode ser feito atrás das grades.
O documento, assinado pelos médicos legistas Hildeci Jose Resende e Gustavo Edreira Neves – designados pela diretora do IML de Brasília, Cyntia Gioconda Honorato Sobreira -, constata que Maluf está acometido de doença grave. “Periciando (Maluf) apresentando alterações degenerativas da coluna lombar e adenocarcinoma metastático de próstata. Todavia, deverá ter acompanhamento ambulatorial especializado”, diz o laudo.
Maluf está preso desde quarta-feira (20), por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo. O deputado pegou condenação por lavagem de dinheiro que supostamente desviou dos cofres públicos quando exercia o mandato de prefeito de São Paulo (1993-1996).
Outros casos
Em depoimento a Sérgio Moro, feito em fevereiro deste ano, Cunha disse possuir um aneurisma cerebral e alegou ter recebido tratamento “desrespeitoso” por um médico do presídio.
Em setembro deste ano, Geddel Vieira Lima alegou risco de ‘estupro’ em pedido para deixar a cadeia.
O ex-deputado e ex-ministro Henrique Eduardo Alves pediu recentemente à Justiça Federal indulto natalino para deixar a cadeia. Alegou grave quadro de depressão.








