Defesa justifica mortes na Papuda para tentar soltar Maluf
Cláudia Nogueira
A defesa do deputado federal Paulo Maluf tem um novo argumento para tentar a soltura dele. Dois detentos do Centro de Detenção Provisória da Papuda morreram após sofrerem paradas cardíacas entre os dias 31 de dezembro e 03 de janeiro. Ele foram atendidos na cela, mas não resistiram.
Os advogados de Maluf se utilizaram dos casos para alegar que o deputado não possui o suporte necessário para a sua condição de saúde. “A informação que recebemos é que os primeiros socorros foram prestados por um detento que é médico, por falta de um médico de plantão no Centro de Detenção Provisório”, disse o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.
Maluf está preso desde o dia 22 de dezembro. Kakay alegou também que a Papuda não tem “condições de tratar um enfermo de 86 anos de idade”.
“O que causa perplexidade é que Maluf teve negado preliminarmente o pedido de prisão domiciliar porque a própria Papuda afirmou categoricamente ter condições de tratar um enfermo de 86 anos de idade. Afinal, onde estão os médicos de plantão? Onde está a estrutura médica especializada e o pronto atendimento?”, declarou.








