Gleisi mantinha “conta-propina” para pagar gastos da família, revela operador
Cláudia Nogueira
O delator e operador de Gleisi Hoffmann, Marcelo Maran, apresentou à Procuradoria-Geral da República planilhas que detalham os gastos da presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT). De acordo com a Veja, Gleisi e Paulo Bernardo receberam “entre 150.000 e 200.000 reais por mês em dinheiro sujo, de 2010 a junho de 2015, quando a Lava Jato desmantelou o esquema”.
Além disso, os documentos apresentados por Maran revelam que a petista mantinha uma “conta-propina” para pagar gastos familiares. “Por muitos anos, o dinheiro desviado dos cofres públicos financiou, além das campanhas eleitorais da senadora, o seu conforto e o de sua família. Despesas comezinhas, como gasolina, conta de luz, telefone, condomínio, brinquedos para seus filhos e pequenos luxos – como motorista particular –, em vez de serem pagos com rendimentos da senadora e de seu marido, saíam de uma conta-propina abastecida, na ponta, pelo dinheiro do contribuinte”, disse o operador.








