Adversários políticos de Temer criticam intervenção no Rio
Cláudia Nogueira
Se de um lado Temer acredita que a intervenção federal para conter a crise de segurança no Rio de Janeiro é uma oportunidade para recuperar a sua popularidade, do outro os seus adversários políticos tentam evidencia que a medida não passa de uma manobra política. Marin Silva divulgou uma nota nas redes sociais afirmando que a intervenção é uma medida extrema e que “reflete também a inação de sucessivos governos federais que negligenciaram a pauta da segurança pública deixando apenas para os estados a responsabilidade de enfrentar um problema complexo, que deveria ser tratado de maneira nacionalizada e integrada entre os entes federativos para promover ações mais efetivas e duradouras”.
A ex-senadora declarou, ainda, que espera que a intervenção tenha sido “precedida do mais responsável planejamento” para que traga um resultado efetivo para a população. Quem também se manifestou sobre o assunto foi o presidenciável Álvaro Dias. Ele considerou a medida como “lamentável” e disse torcer para que esta não seja “uma obra de marketing, que não seja uma encenação de natureza política”.
O também presidenciável Ciro Gomes usou as suas redes sociais para dizer que a intervenção é uma “aposta irresponsável” para “retirar da absoluta ilegitimidade” um “governo caracterizado por uma agenda anti-povo, anti-nacional e pela metástase da corrupção generalizada”.
“Ninguém duvide: a motivação é mesquinha e politiqueira. Biombo para o fracasso político da malfadada reforma da Previdência que de reforma nada tem”, disse. Apesar de não concordar com a intervenção, Ciro enalteceu o coronel Braga Netto, que será nomeado para cuida na segurança no Estado.
“O general a quem se atribuiu a penosa tarefa, Walter Braga Neto, é o que há de melhor em nossas Forças Armadas. Sério, competente e com elevado espírito público, deve ter o apoio de todos nós. Mas deve saber, com clareza, que, sem os meios corretos, sem inovações institucionais profundas, sem uma convergência com um Ministério Público e um Poder Judiciário muito diferentes do que temos, por média, sua tarefa corre muitos riscos (…) Torço muito que possa dar certo, mas duvido muito”, escreveu.








