quinta-feira, 25 de junho de 2026

Indenizações da Vale movimentam economia de Brumadinho após tragédia

Foto: Agência Brasil

Seis meses após a tragédia do rompimento de barragem da Vale em Brumadinho, deixando mais de 220 mortos, a cidade começa a se erguer de novo e num ritmo surpreendente, segundo informa a Veja. O comércio está em franca expansão, as lojas de material de construção duplicaram as vendas, as propriedades valorizaram-se diante do aumento da procura, falta mão de obra e sobram empregos — tudo isso reflexo direto das indenizações que vêm sendo pagas às vítimas do acidente.

Já foram fechados 451 acordos individuais e trabalhistas com as vítimas. A Vale, empresa responsável pela barragem que se rompeu, concordou em pagar 700 000 reais a cada um dos parentes dos mortos. Uma família de quatro pessoas — mulher e três filhos, por exemplo — vai receber 2,8 milhões de reais. O benefício se estende a irmãos, que têm direito a 150  000 reais cada um. Além disso, a empresa fez uma “doação” imediatamente após a tragédia de 100 000 reais a 276 famílias para amenizar os danos emocionais. A Vale calcula já ter desembolsado algo em torno de 2,3 bilhões de reais em indenizações e contratação de serviços para minimizar os danos ambientais. Essa injeção de dinheiro catapultou a economia da cidade.

O aquecimento temporário da economia também fez com que trabalhadores abandonassem subempregos ou ocupações de baixa remuneração para viver do salário mínimo garantido pela Vale até dezembro. Na cidade, sobram vagas de trabalho, ainda de acordo com a publicação.

03 de agosto de 2019, 13:44

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