terça-feira, 23 de junho de 2026

Governadores dizem que Brasil deve aceitar oferta de recursos internacionais para Amazônia

Foto: Reprodução

Governadores de estados que compõem a Amazônia Legal aproveitaram a reunião com o presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (27) para defender a ajuda oferecida por outros países para combater os incêndios na Amazônia e preservar a floresta.

Neste mês, a Noruega suspendeu as contribuições para o Fundo Amazônia em razão do aumento do desmatamento. A Alemanha sustou um financiamento de 35 milhões de euros para ações de proteção à floresta. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro disse que não precisava de dinheiro da Alemanha. Nesta segunda-feira, o ministro Onyx Lorenzoni afirmou que o Brasil recusaria a oferta de US$ 20 milhões do G-7, o grupo dos países mais ricos, anunciada pelo presidente francês Emanuel Macron. Na manhã desta terça, Bolsonaro impôs condições para voltar a discutir o assunto.

Macron e Bolsonaro trocam críticas desde a semana passada, quando teve início a crise diplomática entre França e Brasil provocada pela alta das queimadas na Amazônia. Como resposta às críticas recebidas por líderes estrangeiros, sociedade civil e celebridades, Bolsonaro autorizou o uso das Forças Armadas no combate aos incêndios nos nove estados da Amazônia Legal. Ele tem afirmado que países estrangeiros têm interesse na Amazônia em razão das riquezas da região e que o Brasil deve preservar sua soberania no local.

“Estamos perdendo muito tempo com o Macron. Eu acho que temos que cuidar do nosso país, tocar a vida. Estamos dando muita importância a esse tipo de comentário, não desprezando a importância econômica que a França pode ter”, afirmou o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB) durante a reunião.

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSL), também defendeu os repasses de dinheiro do Fundo Amazônia a fim de que sejam viabilizados investimentos na transferência de tecnológicas e em investimentos.

Segundo ele, 97% da floresta “está intacta” no estado, porém metade da população vive na “linha da pobreza”.

O governador do Amapá, Waldez Goés (PDT), informou que “politicamente” os governadores poderão conversar com Alemanha e Noruega. Porém, as procuradorias dos estados estudam se há “base jurídica” para essa relação.

27 de agosto de 2019, 14:39

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