Estados do Nordeste se aproximam da China, enquanto governo Bolsonaro é orientado pelos EUA a vetar empresas do país
Redação
Enquanto os EUA tentam convencer o presidente Jair Bolsonaro a seguir países como Austrália, Nova Zelândia e Taiwan, que vetaram investimentos e produtos de empresas chinesas para contratos públicos, fornecedores do governo o quem recebe empréstimo do governo, os governadores do Nordeste têm estreitado os laços com os países asiáticos. Na Bahia, por exemplo, a Huawei foi a empresa responsável por implantar a tecnologia de reconhecimento facial junto à Secretaria de Segurança Pública.
A empresa é uma das que sofreram embargo do governo americano, sob acusação de representarem ameaça à segurança nacional. Além dela, a ZTE, Dahua e a Hikvision, todas também atuando na área de tecnologia, estão sob embargo dos EUA, mas negociam ou já fornecem serviços e produtos a estados do Nordeste.
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, só este ano, quatro governadores da região e dois vice-governadores estiveram na China, que, por sua vez, mandou inúmeras comitivas aos estados.
Com a formação do Consóricio Nordeste, esse intercâmbio pode aumentar. Ainda segundo a Folha, o grupo deve lançar em breve o programa Nordeste Conectado, uma PPP para instalar milhares de quilômetros de fibra ótica para conectar os estados. As empresas Huawei e a ZTE estão interessadas no projeto.








