Viúva de Marielle pede que Bolsonaro ‘não se meta’ nas investigações
Da Redação
A viúva da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), Mônica Benício, pediu ao presidente Jair Bolsonaro que “não se meta” nas investigações sobre o crime, ocorrido em março de 2018. Além da vereadora, o motorista Anderson Gomes também foi morto.
Questionado pela Coluna de Guilherme Amado na Revista Época sobre o que diria a Bolsonaro, Mônica afirmou: “Que não se meta nas investigações. Afinal de contas, não cabe ao presidente da República investigar absolutamente nada. A declaração que ele fez sobre ter tido acesso a áudios, a provas, faz com que isso tenha que ser olhado com muita seriedade. Qualquer investigação que envolva o presidente deve ser feita pela PGR e analisada pelo STF. Apenas. Não cabe ao presidente se antecipar e recolher provas, alegando que haveria adulteração. E quem é que me garante que de fato não foi adulterado? Já solicitamos uma nova perícia, desconsiderando absolutamente a primeira que foi feita, às avessas, às pressas”.
Para ela, “é muito lamentável que durante todo esse tempo o presidente tenha silenciado sobre essa execução”. “Mesmo quando questionado, sempre optou pelo silêncio. Ele só se manifestou agora, diante de todo esse caos, com o seu nome sendo mencionado. É muito preocupante ver um país que se diz em um Estado democrático de direito numa situação como essa. No Brasil, quem não está extremamente preocupado com o que está acontecendo, com a não elucidação desse caso 600 dias depois, não está entendendo. Ele ocupa o maior cargo do país. Se não está comprometido com a elucidação de um crime político, que tem a maior repercussão na história do país, está equivocado, para dizer o mínimo”, completou.








