Casa de Oxumaré notifica Facebook após publicação preconceituosa de ativista
Redação
Após o post preconceituoso da ativista Luisa Mell, o terreiro Ilé Òsùmàrè Aràká Àse Ògòdó, conhecido como Casa de Oxumaré, ingressou com uma notificação extrajudicial para que o Facebook remova as publicações.
Luisa Mell publicou no Instagram e no Facebook uma foto de um cachorro com as patas amputadas e utiliza termos como “religião”, “crença alheia”, “ritual macabro”, “esse deus” e “sacrifício final”. De acordo com o Correio*, o terreiro afirmou que as publicações são “difamatórias e ofensivas” e acusou a ativista de intolerância religiosa contra religiões de matriz africana, ao associar a violência animal ao candomblé ou umbanda.
O terreiro ingressou com a notificação na segunda-feira. O Facebook tem até hoje (6) para tomar conhecimento da notificação, e, depois, até cinco dias úteis para remover os conteúdos.
A postagem diz: “Não tenho palavras, só choro. Em nome de uma religião, de uma crença, em um ritual, esse filhotinho teve as duas patinhas de trás e as orelhas cortadas, lentamente. Conseguimos fazer seu resgate antes de seu ‘sacrifício final’ e está conosco agora. Não entendo por que ele tem que pagar com seu corpo, com seu sofrimento, a crença alheia. O que ele fez a esse deu s para que lhe causassem tanta dor?”.
Em nota, a Casa de Oxumaré respondeu: “Segundo a postagem, o cão teria sido ‘resgato’ de um ritual, mas não há qualquer menção ao tipo de ritual, templo, local, dia e hora do suposto resgate. A mensagem é direta, cristalina e inequívoca: induz as pessoas a associaram religiões afro-brasileiras com crueldade e maus-tratos contra animais. A postagem constrange, ofende, difama, incita o ódio e a intolerância religiosa contra os milhões de brasileiros que professam as religiões afro”.








