sábado, 13 de junho de 2026

Walter Faria, dono do Grupo Petrópolis, é acusado de lavar R$ 1 bi para a Odebrecht

Foto: Divulgação

A força-tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato, no Paraná, denunciou o empresário Walter Faria por 642 atos de lavagem de dinheiro, praticados supostamente em conjunto com outros 22 investigados ligados ao grupo Petrópolis, ao Antígua Overseas Bank e ao departamento de Operações Estruturadas do grupo Odebrecht.

De acordo com a investigação, em valores correntes, o esquema movimentou o equivalente a R$ 1.104.970.401,16, que foram lavados em favor da Odebrecht, entre 2006 e 2014.

Segundo o Estadão, a denúncia tem origem na fase 62 da Lava Jato, deflagrada em 31 de julho, que apurou o envolvimento de executivos do grupo Petrópolis na lavagem de dinheiro que teria sido desviado de contratos públicos, especialmente da Petrobrás, pela Odebrecht.

Nesta quarta, 11, o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) – Corte de apelação da Lava Jato – acolheu pedido da defesa em habeas corpus e mandou soltar Walter Faria, que estava preso preventivamente desde julho, quando a Polícia Federal deflagrou a fase 62 da Lava Jato.

O TRF-4 impôs a Faria uso de tornozeleira eletrônica e fiança de R$ 40 milhões.

As investigações apontam que Faria ‘atuou em larga escala na lavagem de ativos e desempenhou substancial papel como grande operador do pagamento de propinas principalmente relacionadas a desvios de recursos públicos da Petrobrás’.

“As evidências apontam que, além de ter atuado no pagamento de subornos decorrentes do contrato da sonda Petrobrás 10.000 (como denunciado na ação penal nº 5046672-17.2019.4.04.7000), Faria capitaneou a lavagem de centenas de milhões de reais em conjunto com o grupo Odebrecht”, aponta a investigação, ainda de acordo com o Estadão.

13 de dezembro de 2019, 19:25

Compartilhe: