terça-feira, 23 de junho de 2026

“Hoje a batalha está sendo travada nos leitos hospitalares”, diz Neto em comemoração simbólica do 2 de Julho

Foto: Paula Fróes/GOVBA

Thyara Araujo

O prefeito de Salvador, ACM Neto, e o governador da Bahia, Rui Costa, estiveram nesta manhã na comemoração simbólica do 2 de Julho.  Fazendo referência às lutas da independência do Brasil na Bahia, Neto afirmou que, atualmente, “a batalha está sendo travada nos leitos hospitalares”.

“Hoje é um 2 de julho completamente atípico. De certa forma, é um momento histórico. Hoje, a batalha é outra, não é das armas, do enfrentamento físico, mas sim nos leitos hospitalares, nos 163 bairros de Salvador, nos 417 municípios da Bahia”, afirmou o prefeito.

Ao homenagear os “heróis do presente”, Neto elogiou a atuação dos profissionais da área de saúde. “Eles estão dando o melhor de si para salvar a vida do próximo”, disse.

Por conta da pandemia do coronavírus, este ano não há a multidão tradicional nos festejos do 2 de Julho. “Todos nós estamos acostumados com a troca do calor humano e proximidade no 2 de Julho, afinal isso faz parte do nosso povo. Hoje, precisamos mostrar que a forma de homenagear os que lutaram pelo nosso estado e nossa cidade é respeitando a distância, entendendo que nesse momento a proximidade pode matar”, afirmou Neto.

Comércio

Hoje, o prefeito voltou a falar sobre a pressão dos empresários pela reabertura do comércio em Salvador. “Estive ontem em reunião com líderes do comércio. A base fundamental das decisões é impedir que haja colapso no sistema de saúde em Salvador. Estou acostumado a lidar com pressão, já passei por muitas situações difíceis, claro que essa é a mais desafiadora na política e na vida pública, mas não pretendo a ceder a nenhuma pressão porque o foco em salvar vidas vai continuar”, disse.

Neto afirmou ainda que se coloca no lugar dos empresários, “mas a vida está acima de tudo”.

De acordo com ele, em breve um protocolo feito em conjunto com o governo do estado deve ser anunciado com medidas de segurança para a retomada do comércio. “Mas tudo vai depender de alcançar ou não os critérios estabelecidos, pois não adianta abrir tudo e daqui a uma semana começar a faltar leitos em hospitais e ter que fechar tudo”, afirmou.

02 de julho de 2020, 09:38

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