terça-feira, 23 de junho de 2026

Militares e olavistas pressionam Bolsonaro a vetar Renato Feder para o MEC

Foto: Reprodução/YouTube

Da Redação

Renato Feder, cotado por indicação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para assumir o Ministério da Educação (MEC), ainda nem assumiu a pasta e já está causando polêmica. Ele, atualmente, é secretário de Educação no Paraná.

Grupos ligados a Olavo de Carvalho e aos militares no governo têm pressionado o presidente Jair Bolsonaro a reverter o convite feito a Federo de assumir o MEC. Antes mesmo de ser anunciado oficialmente, Feder já virou alvo do grupo ideológico e da base bolsonarista nas redes sociais.

Olavistas – que ajudaram a fritar a ex-secretária de Educação, Regina Duarte, e os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) – chamam a atenção para a ligação de Feder com o governador João Doria (PSDB) e dizem que a escolha foi feita para agradar empresários e apaziguar a guerra ideológica.

Os militares querem um nome ligado a eles, que acreditam ter mais força política. Passaram a divulgar incoerências em seu currículo. Feder é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Seu currículo na plataforma Lattes indica que ele tem um “mestrado em andamento” em Economia pela Universidade de São Paulo (USP). Mas o site da secretaria da educação do Paraná informa que ele é “mestre em Economia”.

04 de julho de 2020, 00:15

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