Líbano pede ao Brasil alimentos, remédios e material de construção
Da Redação
A capital do Líbano, Beirute, ainda se recupera dos estragos causados pela explosão ocorrida na última terça-feira (4). Em função dos estragos, o governo libanês entregou cartas, nesta quinta-feira (6), a diferentes grupos em São Paulo, com listas de bens e de produtos que precisaria de forma emergencial. Há 145 mortes confirmadas e dezenas de desaparecidos.
O objetivo é obter ajuda da imensa comunidade de descendentes de libaneses que reside no Brasil. Posteriormente, será pleiteado auxílio para reconstrução da capital do Líbano.
“A explosão, como todo mundo viu, deixou o país numa situação de calamidade lamentável”, escreveu o governo libanês em uma das cartas, de acordo com UOL. “Já estava passando por uma crise econômica série, uma pandemia difícil e, para piorar, teve a destruição em massa de habitações, de hospitais, depósitos para alimentares no porto além de feridos e dos mortos”, apontou o texto.
O governo solicita ainda alimentos, incluindo trigo, farinha, “todo tipo de grãos” e enlatados. Isso seria necessário “até poder repor o que foi queimado nos depósitos portuários”. O país também diz que precisa de material de construção, além de vidro, alumínio e material elétrico.
Nesta quinta-feira (6), hospitais de São Paulo, entidades de classe, clubes e outras organizações se reuniram para começar a estabelecer um plano de ajuda a Beirute. A ideia é de que essas entidades coordenem essa coleta de dinheiro e que comprem o material solicitado. Enquanto isso, Brasília colocaria à disposição um avião da FAB para fazer o transporte, já no início da semana que vem.
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