Patriota deve perder vereadores em Salvador com filiação de Bolsonaro
Da Redação
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pretende decidir em 15 dias se aceitará o convite para se filiar ao Patriota. Se isso de fato ocorrer, a legenda, considerada nanica nacionalmente, deverá perder os vereadores de Salvador Sandro Bahiense, Átila do Congo e Roberta Caires. O ouvidor-geral da prefeitura, Jean Sacramento, que é presidente do Patriota na capital baiana, também deixa a sigla caso Bolsonaro se filie.
O Toda Bahia apurou que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (DEM) não quer essas lideranças filiadas a um partido que tenha em seus quadros o presidente da República. Isso porque o demista tem feito um esforço para manter o projeto político de ser candidato a governador da Bahia longe da imagem negativa que o presidente tem perante a maior parte da população do estado, segundo os institutos de pesquisa.
Além disso, ACM Neto não pretende dar mais munição aos adversários que tentam fazer justamente o oposto: colar a imagem do ex-prefeito na do presidente. Só que, ao contrário do que fez o ex-liderado João Roma (Republicanos), que aceitou ser ministro da Cidadania e se distanciou de ACM Neto, os vereadores e o presidente do Patriota em Salvador já disseram publicamente que serão fiéis ao ex-prefeito.
Pedido à Justiça
Caso Bolsonaro aceite o convite para se filiar ao Patriota, os vereadores deverão pedir na Justiça Eleitoral para deixar a sigla sem correr o risco de perder o mandato. Uma das alegações é que o processo para atrair o presidente da República não teria sido democrático. Caso haja mudança no diretório municipal, esse pedido pode ser mais fácil de ser aceito pela Justiça.
Integrantes do partido entraram com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alegando que as mudanças promovidas às pressas no estatuto do Patriota tiveram como único objetivo beneficiar a família de Bolsonaro. O filho número dois do presidente, senador Flávio Bolsonaro, já ingressou na legenda.
“Sabendo-se que que o presidente da República Jair Bolsonaro busca acomodar diversos apoiadores e mandatários, compete à convenção nacional do Patriota decidir democraticamente se o partido terá candidatura presidencial própria em 2022 e, em caso positivo, se é vontade da maioria que o candidato seja o presidente da República e que seus apoiadores ocupem posições no Patriota”, diz um trecho da ação, assinada pelo vice-presidente nacional da sigla, Ovasco Resende, pelo secretário-geral, Jorcelino Braga, e por outros integrantes.
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