Igrejas aliadas a Bolsonaro atacam restrições e pressionam por doações de auxílio
Da Redação
Igrejas que apoiam o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vem pregando o fim da política de distanciamento imposta por governadores para conter o avanço do coronavírus. Mesmo em uma período crítico da pandemia, os líderes de congregações atacam as medidas de restrição e também a vacinação, além de defender o tratamento precoce.
Esses líderes argumentam dificuldades financeiras que podem ameaçar, segundo eles, a sobrevivência dos templos.
Nas redes sociais, pastores da Universal (do bispo Edir Macedo), da Igreja Internacional da Graça de Deus (fundada pelo missionário RR Soares, hoje internado com Covid-19) e da Associação Vitória em Cristo (de Silas Malafaia), além de criticarem as medidas, pedem doações dos auxílios emergenciais recebidos pelos fieis.
Apesar da postura dos líderes religiosos, Bolsonaro chegou a incluir igrejas como atividade essencial durante a pandemia, o que permitira seu funcionamento. Os estados, no entanto, impuseram restrições de funcionamento e proibiram cultos.
Chegou-se a discutir, durante a votação do Orçamento, a concessão e um perdão de dívidas tributárias aos templos religiosos, que inclui contribuições previdenciárias, PIS e Cofins, totalizando R$ 1 bilhão, segundo cálculo feito pelo Ministério da Economia.
O perdão das dívidas foi apoiado pelo governo federal, mas Bolsonaro não pode assumir a autoria do benefício, e teve que vetá-lo sob ameaça de um processo de impeachment por desrespeito à Lei de Diretrizes Orçamentárias e à Lei de Responsabilidade Fiscal, mas chegou a negociar com o Congresso para que derrubasse o veto.
As informações são da Folha de S. Paulo.








