quarta-feira, 13 de maio de 2026

Lula adota tom paz e amor e evita atacar adversários na Bahia

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Da Redação

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou um tom mais moderado do que o usual para se referir a adversários políticos na Bahia. Em entrevista à rádio Salvador FM, ele foi questionado sobre as virtuais candidaturas ao governo da Bahia do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (DEM) e do ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), mas preferiu elogiar senador Jaques Wagner (PT), que também deve entrar na disputa.

“Construímos (na Bahia) uma base sólida de sustentação nos últimos anos, fazendo governos primorosos com o galego (Wagner) e com Rui Costa (PT) nas áreas da saúde, da educação, da agricultura familiar, da energia. Acredito que o galego será reeleito pelo que construiu. Mas só saberemos isso após as eleições”, ponderou.

“Acho que Wagner é um dos mais importantes analistas políticos que conheci na vida. Pedi para ele não ser candidato a governador da Bahia quando ele era meu ministro do Trabalho. Acompanhava a força de Antônio Carlos Magalhães e da turma dele na Bahia, e tinha medo de Wagner não ganhar aquela primeira eleição para Paulo Souto (em 2006). Mas o galego me disse que ia ganhar, e ganhou no primeiro turno. Depois, ganhou de novo no primeiro turno e Rui Costa ganhou duas no primeiro turno. Acho que a perspectiva é de nova vitória”, acrescentou.

Em outros tempos, Lula costumava ser mais duro com ACM Neto, por exemplo, inclusive adotando um tom considerado por muitos como pejorativo. No final de 2020, por exemplo, em uma entrevista à Rádio Metrópole, o ex-presidente chamou o então prefeito da capital baiana de “grampinho”, ao mencionar que não se importava com os resultados das pesquisas eleitorais que apontam favoritismo de Bruno Reis (DEM) na disputa local.

06 de julho de 2021, 09:10

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