“Precisamos tirar a bandeira do voto impresso de Bolsonaro”, diz Ciro Gomes
Da Redação
Presidenciável pelo PDT, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes defendeu hoje (06) a impressão do voto já nas eleições de 2022. O pedetista afirmou que, ao contrário do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), confia nas urnas eletrônicas brasileiras, mas que é preciso criar um instrumento de “redundância” para garantir ainda mais a lisura do processo.
“O mundo inteiro tem a redundância do voto, fazendo a coisa dobrada. Confiamos nas urnas eletrônicas. Se não confiasse, eu não seria candidato. O Bolsonaro e a família foram sempre eleitos nesse sistema, inclusive. Aí um bandido como ele quer colocar em dúvida as urnas eletrônicas. Mas a tecnologia moderna permite que se adapte essa redundância”, disse, em entrevista à Rádio Metrópole.
Ciro indicou que defende a proposta que está em tramitação na Câmara Federal, que é de autoria da deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF). Pelo projeto, além da votação eletrônica, o voto do cidadão seria impresso e cairia numa urna lacrada e inviolável para conferências futuras. Todo o processo de apuração continuaria sendo eletrônico e rápido.
“Aí amanhã, se tem uma suspeita, tem mais essa alternativa para se examinar, sem que seja possível identificar o eleitor pelo voto. Qual o problema em fazer essa redundância para tornar insuspeito o processo eleitoral até para os céticos?”, questionou Ciro.
“Precisamos tomar essa bandeira do Bolsonaro. Pense com a própria cabeça. Jamais vamos defender o que o Bolsonaro defende, que é o voto na cédula. Isso é uma mentira. O que o bandido do presidente quer é infernizar a população se perder, como o Donald Trump fez nos EUA”, ressaltou.








