Tragédia com lancha Cavalo Marinho I completa quatro anos
Da Redação
A tragédia envolvendo a lancha Cavalo Marinho I, em Vera Cruz, completou 4 anos nesta terça-feira (24). O acidente, ocorrido em 2017, deixou 19 mortos e 59 feridos.
O fato – que aconteceu cerca de dez minutos depois de a embarcação de madeira com 116 passageiros a bordo ter deixado o Terminal de Mar Grande, na Ilha de Itaparica – ainda é vivo na memória dos sobreviventes e de moradores da região.
No dia do acidente, chovia e ventava muito, quando a lancha virou. A embarcação era regular e estava com menos passageiros do que a capacidade permitia.
Porém, a lancha tinha um peso indevido de 400 kg, que contribuiu para que a Cavalo Marinho I virasse, com uma onda. O inquérito da Marinha concluiu que o naufrágio foi um acidente, provocado por uma série de negligências e imprudências.
Três pessoas foram apontadas como “os possíveis responsáveis diretos” pela tragédia, mas só duas foram condenadas:
Lívio Garcia Galvão Júnior: Proprietário da empresa responsável pela operação da embarcação – por negligência;
Henrique José Caribé Ribeiro: Engenheiro responsável técnico pela embarcação – por negligência;
O inquérito da Marinha chegou a apontar o comandante Osvaldo Coelho Barreto, que era o marinheiro responsável pela embarcação durante o naufrágio, como imprudente. Apesar disso, durante o julgamento, ele não foi considerado culpado pelo acidente.
Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o documento com todas as alegações finais foi protocolado no dia 2 de julho deste ano. Com isso, o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) informou, de acordo com o G1, que a sentença já está em fase de ser decretada, mas ainda não há um prazo.
As ações indenizatórias também não andaram.








