domingo, 10 de maio de 2026

Ednaldo Rodrigues assume presidência da CBF interinamente

Foto: Divulgação

Da Redação

O Conselho de Administração da CBF decidiu nesta quarta-feira (25) escolher o ex-presidente da Federação Baiana de Futebol (FBF) Ednaldo Rodrigues para substituir Antônio Carlos Nunes, o Coronel Nunes, no comando da entidade. A reunião contou com os oito integrantes do conselho, formado apenas pelos vices.

Em conversas com a imprensa carioca, Ednaldo afirmou que aceitou comandar a CBF até o fim do processo contra Rogério Caboclo, afastado após denúncia de assédio sexual.

Contador de formação e um dos vice-presidentes da CBF, Ednaldo foi presidente da FBF por quase duas décadas. Deixou o poder em 2019 e não tem relação próxima com Rogério Caboclo ou Marco Polo Del Nero.

A CBF atravessa uma das maiores crises da sua história. Rogério Caboclo foi afastado da presidência em junho após ser acusado de assédio sexual e moral por uma funcionária da entidade, que gravou o dirigente perguntando se ela se masturba, entre outras atitudes.

Desde então Coronel Nunes estava na presidência. Na terça-feira, a Comissão de Ética do Futebol descartou as acusações de assédio e recomendou o afastamento de Caboclo por 15 meses por “conduta inapropriada”.

O parecer da comissão diz respeito à primeira denúncia. No total, três mulheres afirmam ter sido assediadas por Caboclo. Duas delas fizeram denúncias formais, e uma terceira não o fez, mas declarou ao Ministério Público que sofreu assédio do dirigente.

A recomendação da Comissão de Ética será analisada pela Assembleia Geral, formada pelos presidentes das 27 federações estaduais. Inicialmente, Ednaldo Rodrigues fica no comando da CBF até a assembleia, que provavelmente ocorrerá na próxima semana. Se Caboclo seguir afastado da entidade, haverá nova reunião para decidir os passos seguintes.

Os presidentes das federações estaduais ficaram irritados com o parecer da Comissão de Ética, que recomendou a suspensão de Caboclo por 15 meses. Se a pena sugerida for mantida na Assembleia Geral, o presidente afastado voltará à confederação em setembro de 2022, antes do fim do seu mandato, previsto para abril de 2023.

25 de agosto de 2021, 18:24

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