sexta-feira, 8 de maio de 2026

Delegada é investigada por permitir participação de pessoa de fora da Polícia Civil em operação portando submetralhadora

Foto: Reprodução/TV Bahia

Da Redação

A delegada Maria Selma Pereira Lima é alvo de um processo administrativo disciplinar para investigar a participação de uma pessoa “estranha aos quadros” da Polícia Civil em uma operação que ocorreu em uma casa de jogos de caça-níquel na Pituba, em Salvador.

A decisão de instaurar o processo foi publicada no Diário Oficial, assinada pela delegada-geral da Polícia Civil, Heloísa Campos de Brito.

Segundo a portaria, na ocasião o estranho portava uma “arma longa, tipo submetralhadora”, que tem uso restrito. A delegada já é alvo de ação penal oferecida pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e o novo fato surgiu de informações que fundamentam essa denúncia.

A operação policial em questão aconteceu no dia 26 de abril de 2018. Na época, Maria Selma era a titular da 16ª Delegacia, que atua na região.

O homem “estranho” que participou da ação policial é identificado pelas iniciais C.M.V.S. e possivelmente se trata de Cláudio Marco Veloso Silva, denunciado em agosto desse ano por usurpação de cargo público, na Operação Dublê, que denunciou também a delegada e outros dois homens.

A delegada-geral destaca que, se comprovadas, essas condutas configuram infrações disciplinares previstas pela legislação, Maria Selma pode até ser demitida do cargo, como determina a lei estadual 6.677/1994.

22 de setembro de 2021, 11:59

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