sexta-feira, 8 de maio de 2026

Justiça nega ação que pedia cassação do mandato do prefeito de Irecê

Foto: Reprodução

Da Redação

A Justiça Eleitoral negou a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que pedia a cassação do mandato do prefeito de Irecê, Elmo Vaz (PSB).

A ação foi apresentada pela coligação “Nós Podemos Mais”, liderada pelo candidato derrotado nas eleições passada, Luizinho Sobral (Podemos), e acusava Elmo Vaz de abuso de poder econômico e político e compra de voto.

A ação alegava a existência de um “esquema de transporte” de pacientes para serem atendidos em outro município e de um áudio no qual o prefeito, supostamente, confessa comandar um esquema ilegal de marcação de cirurgias de catarata em uma clínica médica, por intermédio da deputada estadual Fabíola Mansur (PSB). Tanto a clínica quanto a deputada também eram réus na ação.

A defesa afirmou que os fatos apontados não eram atuais e que as cirurgias em questão foram marcadas em 2018, ou seja, dois anos antes das eleições.

Na decisão, o juiz Alexandre Lopes argumentou que o teor do áudio não apresenta indícios de irregularidades. Na avaliação do magistrado, o áudio evidencia uma lista de espera para casos mais graves de doença oftalmológica.

Sobre a acusação de compra de voto, o juiz apontou falta de provas concretas, já que não se conhece a procedência do áudio e nem há garantia de que a marcação de cirurgias médicas foi utilizada com a intenção de angariar votos para as eleições municipais de 2020.

Quanto ao susposto “esquema de transporte”, o juiz ressaltou que alguns municípios, em substituição ao reembolso mínimo às despesas de locomoção, alimentação e estadia para tratamento, optam por fornecer transporte diário para capital do Estado ou outros municípios e que é comum que, nessas localidades, esses municípios possuam casas de apoio para pacientes, onde são servidas refeições e quartos para estadia.

28 de setembro de 2021, 09:20

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