CPI da Saúde em Feira de Santana ouve mais quatro testemunhas e aponta indícios de “falta de transparência” na gestão
Da Redação
A Câmara de Vereadores de Feira de Santana realizou ontem mais uma sessão da CPI que investiga supostas irregularidades na saúde pública do município.
Os vereadores ouviram quatro testemunhas: um contador da empresa JG, uma assistente administrativa de coordenação das policlínicas e UPAs no município, a coordenadora geral das UPAs e policlínicas e o chefe do departamento de Recursos Humanos de Feira de Santana.
A sessão foi presidida pelo relator da Comissão, Ivamberg Lima (PT), que avaliou, em entrevista ao site Acorda Cidade, que o bloqueio de pagamento de médicos e a contratação de médicos de uma empresa sem fins lucrativos são dois assuntos que podem provar falta de transparência na secretaria.
“Até aqui, na primeira oitiva, nós já detectamos duas coisas questionáveis. Primeiro a questão de bloqueio do pagamento dos médicos, solicitados segundo a diretora da Insaúde, pelo secretário municipal de saúde. Segundo, é a contratação de médicos por uma ‘quarteirização’, vamos dizer assim, já que a empresa é um OS sem fins lucrativos, a empresa terceirizou o serviço de médicos pagando impostos e isso é questionável”, apontou.
Na sessão de ontem, o vereador pontuou que o que chamou atenção foi a afirmação de que para a contratação da coordenadora geral das Upas foi uma indicação do prefeito. “O prefeito pediu que ela entregasse o currículo a sua secretária, mandou para empresa e a empresa então chamou. É de se questionar como é que está a transparência dessas contratações”, disse.
Se há previsão de convocação do secretário de Saúde, o médico Marcelo Britto para depor na CPI, o vereador Ivamberg informou que primeiro, é necessário ouvir as empresas, para assim, convocar os dirigentes.








