Bolsonaro admite ter demitido funcionários do Iphan por interdição de obra de Luciano Hang
Da Redação
O presidente Jair Bolsonaro (PL) revelou, nesta quarta-feira (15), que demitiu funcionários do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), porque a autarquia interditou a construção de uma obra da Havan, empresa do bolsonarista de Luciano Hang.
“Há pouco tempo tomei conhecimento de uma obra de uma pessoa conhecida, o Luciano Hang, que estava fazendo mais uma obra e apareceu um ‘pedaço de azulejo’ durante as escavações. Chegou o Iphan e interditou a obra”, disse o presidente, durante discurso no evento Moderniza Brasil, realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
“Liguei pro ministro da pasta (responsável pelo Iphan), e perguntei ‘que trem é esse?’ Porque eu não sou tão inteligente como meus ministros. ‘O que é Iphan, com PH?’ Explicaram para mim, tomei conhecimento, ‘ripei’ todo mundo do Iphan. Botei outro cara lá, o Iphan não dá mais dor de cabeça pra gente”, completou Bolsonaro, sendo aplaudido pelos presentes no evento.
O presidente já havia falado sobre interferir na autarquia durante a reunião ministerial de 22 de abril de 2020, divulgada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, o presidente afirmou ter recebido a queixa de Hang em relação ao embargo de uma obra no Rio Grande do Sul.
A construção foi paralisada em agosto de 2019, após uma empresa contratada pela Havan comunicar ao Iphan ter identificado cerâmicas e vestígios arqueológicos de civilizações passadas no local da obra.








