Baianas de acarajé tentam driblar crise econômica
Quanto custa fazer um acarajé, um abará? Esses ícones culinários baianos nunca saem de moda, mas seu preparo sofre também com os efeitos da crise econômica, o aumento dos custos e da concorrência, que podem afetar a renda de milhares de pessoas na capital baiana, que vivem em uma economia de mercado muito particular e de equilíbrio delicado.
Segundo o pós-doutor em antropologia e professor da Universidade Federal da Bahia Vilson Caetano, nos últimos anos, a venda destes alimentos permitiu a inserção de homens e mulheres negros na economia de Salvador, desfazendo a ideia de que esta atividade integrava apenas o mercado informal.
Mas, além de estimular a criatividade, a venda principalmente do acarajé atraiu a concorrência de estabelecimentos comerciais e de pessoas em busca de renda numa região que registra os maiores índices de desemprego entre a população economicamente ativa do País. A mais nova “ameaça” vem de vendedores em carros que oferecem acarajé a R$ 1. O produto é menor, mas vem sendo consumido sem críticas ao sabor.








