Dólar fecha a semana em R$ 4,91, menor valor desde junho de 2022
Da Redação
Após o recuo de quase 3% do dólar nas últimas três sessões, os investidores ensaiaram um movimento de recomposição de posições compradas nesta sexta-feira (14), o que colocou a moeda americana em alta firme pela manhã, mas não o suficiente para evitar a virada à tarde e um fechamento em baixa pelo quarto dia seguido.
Além do movimento técnico visto mais cedo, o avanço do dólar no exterior trazia um viés de alta para a moeda americana no Brasil, que não se sustentou durante a tarde. Profissionais do mercado afirmaram que os juros elevados no Brasil e o otimismo em relação ao novo arcabouço fiscal seguem limitando a alta da moeda americana.
O dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 4,9162 na venda, em baixa de 0,23%. Este é o menor valor de fechamento para a moeda americana desde 8 de junho de 2022, quando foi cotada a R$ 4,8906. Na semana, o dólar acumulou baixa de 2,81%.
Na B3, às 17h17 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,26%, a R$ 4,9260.
Pela manhã, o dólar marcou a cotação mínima da sessão, de R$ 4,8929 (-0,70%), às 9h31 (horário de Brasília), mas rapidamente saltou para o território positivo em sintonia com o exterior, onde a moeda americana também subia, e com investidores realizando lucros e recompondo algumas posições compradas (no sentido de alta do dólar).
Já o Ibovespa fechou em leve queda nesta sexta-feira, alinhado com Wall Street, mas garantiu, ainda assim, a maior alta semanal de 2023 após inflação de março abaixo do esperado elevar a perspectiva de um corte na taxa de juros do país antes do previsto.
Vale, diante da queda do minério de ferro, e Rede D’Or, que teve recomendação cortada pelo Goldman Sachs, foram as maiores pressões negativas no pregão. Itaú Unibanco e Petrobras ficaram no lado contrário.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,17%, a 106.279,37 pontos. Na semana, o índice acumulou alta de 5,41%, a maior desde dezembro de 2022.








