Janja cobra cargo, mas Lula hesita ao ser alertado sobre nepotismo
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, vem cobrando um cargo na estrutura da recém-desenhada para a Presidência da República. Segundo a Folha de S. Paulo, no dia 24 de janeiro, ela foi surpreendida com a falta desse cargo.
De Buenos Aires, onde integrava a comitiva presidencial na Argentina, Janja telefonou para o Brasil e questionou integrantes do governo sobre essa ausência de função dentro do gabinete do marido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ainda de acordo com a Folha, ao voltar de Brasília, a primeira-dama cobrou explicações. Consultados informalmente sobre a viabilidade legal, auxiliares de Lula apresentaram ressalvas à designação de um cargo para Janja sob pena de ser caracterizado como nepotismo.
Ainda durante o período de transição do governo, houve discussão a respeito da equipe que apoiaria Janja e também de aspectos jurídicos sobre a criação de um cargo. Mesmo que sem remuneração, a criação de uma secretaria especial com uma equipe subordinada ela —como chegou a ser aventado— poderia exigir a aprovação de um projeto no Congresso Nacional.
Segundo a Folha, A interlocutores, Janja confessou sua contrariedade, perguntando se teria que rasgar a certidão de casamento para exercer uma atividade política no Brasil.








