sábado, 13 de junho de 2026

PF investiga elo entre gastos de Michelle Bolsonaro e ex-fornecedor do governo

Foto: Arquivo/Marcos Corrêa/ PR

Da Redação

Uma madeireira, que tinha contratos públicos durante a gestão de Jair Bolsonaro, teria realizado uma série de transferências para um militar que trabalhava com, Mauro Cid, ex-chefe da -Ajudância de Ordens da Presidência no governo anterior. As informações são da Folha de S. Paulo.

Segundo a reportagem, investigações da Polícia Federal indicam que o segundo-sargento Luis Marcos dos Reis fez ao menos 12 depósitos em dinheiro na conta de uma tia da então primeira-dama Michelle Bolsonaro. Os pagamentos teriam ocorrido até julho de 2022.

A empresa Cedro do Líbano Comércio de Madeiras e Materiais para Construção, com sede em Goiânia (GO), a pouco mais de 200 km do Distrito Federal, seria a origem de R$ 25.360 que constam na conta bancária do sargento que trabalhava com Cid.

Ainda de acordo com a Folha, o dinheiro era depositado pelo pai da sócia da empresa, Vanderlei Cardoso de Barros. Em ao menos uma ocasião, o dinheiro foi transferido direto da conta bancária da Cedro. Ao cair na conta, o sargento a serviço de Cid sacava as notas em um caixa eletrônico.

A PF aponta que Dos Reis era responsável pelos pagamentos de despesas da ex-primeira-dama Michelle. A Polícia Federal pediu a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do ajudante de ordens. Os pedidos foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), entre os meses de outubro e dezembro de 2022.

As solicitações têm como base as mensagens de Mauro Cid encontradas a partir da quebra do seu sigilo telemático na investigação sobre o vazamento do inquérito sigiloso do ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Luís dos Reis foi um dos presos no último dia 3 na operação Venire, que investiga a inserção fraudulenta de dados no sistema de vacinação do Ministério da Saúde.

Segundo a PF, o Portal da Transparência mostra que, de 2020 a 2022, durante o governo Bolsonaro, a Cedro Líbano recebeu recursos federais por meio de contratos com a Universidade Federal do Espírito Santo, Instituto Federal de Tocantins e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf).

15 de maio de 2023, 08:52

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