Em reestruturação, Marisa vai fechar 91 lojas pelo Brasil
Da Redação
A Marisa Lojas estima que sua reorganização some redução de R$ 51,8 milhões em despesas gerais e administrativas, segundo apresentação realizada nesta terça-feira (16) em teleconferência.
Do valor total, cerca de R$ 32,2 milhões — ou 62% — são referentes à revisão de estrutura da companhia. A Marisa está promovendo o fechamento de 91 de suas 334 lojas por serem “deficitárias por definição”, com margem de contribuição negativa, de acordo com o diretor de operações Alexandre Abreu.
Durante a primeira onda de reestruturação foram fechadas 25 lojas, com ganho de Ebitda potencial estimado em R$ 13,5 milhões ao ano. A companhia passa atualmente pela segunda fase, prevista para terminar no fim de maio, com Ebitda potencial anual de R$ 26,7 milhões. O projeto será finalizado na terceira fase, com outros 33 fechamentos, e impacto positivo de R$ 21,5 milhões no Ebitda anual.
O diretor-presidente da companhia, João Pinheiro Nogueira Batista, afirma que o primeiro trimestre da Marisa foi positivo apesar do cenário macroeconômico adverso, com altas taxas de juros.
O executivo falou ainda sobre “contrabando chinês”, sem mencionar nomes de concorrentes do comércio internacional. “Não considero exagero a expressão ‘contrabando chinês’, é um contrabando organizado”, afirmou.
De acordo com João Nogueira, “houve algum estardalhaço” na imprensa em relação a ações de despejo de alugueis, em razão de pagamentos atrasados, e a dois pedidos de falência apresentados por credores.








