Desemprego atinge 14,4% da população na Bahia
Da Redação
Dados da Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicilio Contínua (PNADC) Trimestral, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que a Bahia segue líder nacional do desemprego. posição ocupada há cinco trimestres consecutivos. Segundo a pesquisa, a taxa de desocupação no estado atingiu 14,4% da população no período de janeiro a março deste ano, estando bem acima da média nacional, que é de 8,8%, e mais de quatro vezes que a de Rondônia, que tem a menor taxa de desocupação do Brasil (3,2%).
O indicador cresceu 0,9% em relação ao trimestre anterior. Para o IBGE, O aumento da taxa de desocupação na Bahia, do 4º trimestre de 2022 para o 1º trimestre de 2023 é resultado do aumento do número de pessoas desocupadas, mesmo com a diminuição do quantitativo de pessoas na força de trabalho.
De janeiro a março, o estado tinha 6,887 milhões de pessoas na força de trabalho (quem estava trabalhando ou procurando trabalho), queda de 1,6% frente ao trimestre imediatamente anterior. Foram 110 mil pessoas a menos na força de trabalho na Bahia.
Mesmo com menos pessoas na força de trabalho, a população desocupada (quem não estava trabalhando, procurou trabalho e poderia ter assumido caso tivesse encontrado) cresceu na Bahia frente ao 4º trimestre do ano passado. Houve um aumento de 5,2% nos desocupados no estado, que chegaram a 994 mil pessoas (+49 mil frente ao 4º tri/22).
Apesar do aumento, a população desocupada na Bahia é a menor para um 1º trimestre desde 2015 (quando eram 821 mil). Frente ao 1º trimestre de 2022, houve uma redução de 20,5% no número de desocupados, ou menos 256 mil.
No 1º trimestre de 2023, a população ocupada ficou em 5,893 milhões de pessoas, 159 mil (2,6%) a menos frente ao trimestre anterior. Porém, na comparação com o 1º trimestre de 2022 (quando 5,864 milhões de pessoas estavam ocupadas), a população que trabalhava na Bahia seguiu em alta, com um saldo de mais 29 mil trabalhadores em um ano (+0,5%).
Entre o 4º trimestre de 2022 e o 1º de 2023, a população fora da força de trabalho (que por algum motivo não estava trabalhando nem procurando trabalho) na Bahia passou de 5,086 milhões para 5,216 milhões de pessoas (+2,5%), com 129 mil deixando de procurar trabalho em três meses. Frente ao 1º trimestre de 2022, a população fora da força de trabalho na Bahia aumentou, com ainda mais intensidade: cresceu 5,9%, com 292 mil pessoas deixando o mercado em um ano.
Com uma população fora da força de trabalho maior, o subgrupo dos desalentados voltou a crescer no estado em relação ao 4º trimestre de 2022, chegando a um total de 600 mil pessoas (+3,3%). Frente ao 1º trimestre de 2022, porém, o número ainda é 7,4% menor (menos 48 mil pessoas). A Bahia segue com o maior número absoluto de desalentados do país, posto que detém desde 2012.
No 1º trimestre de 2023, no Brasil, havia 3,871 milhões de desalentados, queda tanto frente ao 4º trimestre de 2022 (3,1%, ou menos 125 mil pessoas) quanto face ao 1º trimestre do ano passado (15,7% ou menos 723 mil pessoas).
Já Salvador registrou, no 1º trimestre deste ano, uma taxa de desocupação de 16,7%, contra 14,3% registrada no trimestre anterior (14,3%). Foi a maior taxa desocupação entre as capitais brasileiras pelo quarto trimestre consecutivo.
Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), a taxa de desocupação ficou em 16,9% no período, também registrando alta frente ao trimestre anterior (quando foi de 15,4%). A RM de Salvador deixou de ser a com maior taxa de desocupação do país, pois foi ultrapassada pela RM Recife ( 17,3%).







