quarta-feira, 10 de junho de 2026

Rui Costa critica aprovação de MP que “desalinha” o governo, diz jornal

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Da Redação

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta sexta-feira (26) que o texto da medida provisória da reestruturação da Esplanada dos Ministérios está “desalinhado” com a visão do governo, que trabalhará para reverter as mudanças durante a votação no plenário da Câmara dos Deputados e no Senado. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Segundo a publicação, as ministras do Meio Ambiente, Marina Silva, e dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, não participaram da entrevista à imprensa após a reunião, apenas os chefes da Comunicação, Paulo Pimenta, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

Eles afirmaram que as duas mulheres não puderam participar da coletiva porque tinham outra agenda. Embora tenham afirmado que trabalharão para reverter a situação, Padilha disse que a eventual manutenção da decisão do Congresso de esvaziar as pastas ambientais não evitará o governo de implementar o projeto do presidente Lula (PT) de, segundo ele, proteger a natureza.

Rui, por sua vez, relativizou a derrota sofrida no Legislativo: “A maior parte dos pontos preservou aquilo que era conceito original da MP, mas alguns pontos não foram mantidos. Portanto o governo trabalhará em outros espaços legislativos para que pontos que foram mexidos e, em nossa opinião, estão desalinhados com as políticas que precisam ser implementadas, possam retomar o conceito original”.

A votação que causou polêmica ocorreu noite da última quarta-feira (24), quando membros da comissão mista da Câmara dos Deputados aprovaram relatório da medida provisória que reestrutura a Esplanada dos Ministérios e esvaziaram as atribuições de Marina e Guajajara.

Apesar de os principais ministros do governo terem afirmado que irão trabalhar para reverter as mudanças, a negociação que prejudicou as duas ministras contou com aval do Palácio do Planalto.

A Folha de São Paulo informa que chefe do Executivo priorizou manter as atribuições da Casa Civil, por exemplo, na articulação com o Congresso, em vez de ter se esforçado em favor das pautas ambientais.

26 de maio de 2023, 16:00

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