Arábia Saudita anuncia corte de 1 milhão de barris de petróleo por dia
Da Redação
A Arábia Saudita fará um corte voluntário adicional de 1 milhão de barris de petróleo por dia como parte de um acordo fechado pela Opep + (que inclui, além dos membros regulares da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, outros dez países).
O ministro da Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, revelou a redução em um comunicado. A mudança é a parte mais significativa da resolução, que também inclui um acordo para estender os cortes voluntários até 2024.
O principal vencedor das negociações do fim de semana foram os Emirados Árabes Unidos, que aumentaram sua cota para o ano que vem. Isso ocorreu às custas dos membros africanos. Foi solicitado que eles desistissem de parte de sua cota não utilizada. É por isso que as conversas se arrastaram tanto, incluindo algumas sessões noturnas em hotéis de Viena.
A Arábia Saudita deve cortar sua produção para abaixo de 9 milhões de barris por dia em julho e pode aumentar ainda mais o corte. Esse seria o nível de produção mais baixo do reino desde junho de 2021, quando o mundo começava a sair da pandemia. Além do corte voluntário de 500 mil barris por dia anunciado em abril, o príncipe Abdulaziz bin Salman anunciou uma redução adicional de 1 milhão de barris por dia para o próximo mês
A Opep + mantém as metas oficiais de produção inalteradas pelo resto do ano, com cortes voluntários de produção anunciados em abril ainda em vigor. As metas de produção de vários países foram revisadas para 2024, com os Emirados Árabes Unidos tendo um aumento de cerca de 200 mil barris por dia e Angola, Guiné Equatorial, Gabão, Nigéria, Azerbaijão, Brunei, Malásia e Sudão vendo suas metas cortadas.
O aumento da meta dos Emirados Árabes Unidos levará a um aumento de barris reais chegando ao mercado, enquanto os cortes nas metas para os demais não tirarão nenhum barril físico do mercado. A organização simplesmente alinhou as metas com o que esses países estão realmente produzindo.
Os membros da Opep + chegaram a um acordo para estender os cortes de produção até 2024, sem dar mais detalhes sobre o tamanho das restrições de oferta. Os produtores africanos já haviam se oposto às exigências de que abrissem mão de algumas de suas cotas de produção não utilizadas.
Angola esteve entre os países que resistiram ao acordo. Mesmo que a mudança não afetasse a produção atual do país, certamente determinaria as futuras. A Angola mantém ambições de reverter os recentes declínios em sua capacidade de produção de petróleo e não deseja uma cota restritiva de produção, que prejudicaria sua atratividade para investidores.
No curto prazo, planeja aumentar as exportações de petróleo em julho para o nível mais alto desde outubro de 2020. Mesmo assim, considerando 1,24 milhão de barris por dia, o nível ainda não se aproxima de sua meta atual, que é de 1,455 milhão de barris por dia.








