Arthur Maia admite elo político com Lira e garante que não vai emperrar investigações da CPI de 8/1
Da Redação
O presidente da CPI do 8 de janeiro, deputado federal Arthur Maia (União Brasil), afirmou que só não participa de cargos de comando no Congresso aqueles que “não estão vinculados a lugar nenhum”. Ele admitiu ser aliado de Arthur Lira (PP), presidente da Câmara, mas nega que possa distorcer as investigações.
“Negar que eu tenho relação política com o presidente Arthur Lira é um absurdo. Da mesma forma que, por exemplo, a relatora [Eliziane Gama] é vinculada ao governo. Ela é ligada ao [ministro da Justiça, Flávio] Dino. O Magno Malta [2º vice-presidente] é ligado à oposição”, diz em entrevista à Folha de S.Paulo.
Arthur Maia é também relator do marco temporal na Câmara e afirma que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), têm posições “xiitas”. Ele cobra a aprovação do texto no Senado e condena o veto do Ibama à exploração de petróleo em Foz do Amazonas.
O parlamentar baiano fez críticas ainda ao grupo político do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), seu adversário na Bahia. “Todo mundo sabe aqui em Brasília que essa turma do PT da Bahia é responsável em grande medida por esse afastamento da União Brasil, porque eles trouxeram o problema paroquial do nosso estado para aqui, para Brasília, e vetaram o nome natural para o ministério que era o do líder, Elmar Nascimento”, afirmou.








