Presos por atos de 8/1 não sabiam diferenciar prédio dos Três Poderes e acreditavam que golpe militar iria evitar escravidão sexual e comunismo
Da Redação
Bolsonaristas presos após a invasão ao Palácio do Planalto, no dia 8 de janeiro, não sabiam diferenciar qual sede pertencia a qual Poder e, inspirados em afirmações falsas, planejavam esperar sentados nos prédios até que fosse anunciada uma “solução militar” contra a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a Folha de S. Paulo, os relatos estão espalhados em dezenas de depoimentos dados à Polícia Civil do Distrito Federal nos dias 8 e 9 de janeiro e entregues à CPI do Congresso que investiga os atos antidemocráticos.
As falas comprovam que o objetivo dos radicais era incitar as Forças Armadas a darem um golpe contra a democracia, diante da vitória de Lula na corrida presidencial contra Jair Bolsonaro (PL).
Para esse presos, um golpe militar evitaria um processo de “escravidão sexual” e implantação do “comunismo” no país.
Ainda segundo a Folha, poucos bolsonaristas citam o nome de Bolsonaro nos depoimentos. Apesar disso, os vândalos afirmavam que o incentivo para o golpe seria a desconfiança sobre o resultado proclamado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), estímulo causado após uma série de ataques ao sistema eleitoral realizada pelo ex-presidente.








