Lira rebate fala de Haddad e diz que Câmara é “parceira do Brasil”
Da Redação
Após a repercussão da fala do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o poder da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) afirmou que a casa é “parceira do Brasil”. Mais cedo, Haddad disse que vê a Câmara com um poder grande, mas reforçou que ela não pode “humilhar” outras instituições.
A declaração foi dada pelo ministro em entrevista a podcast do jornalista Reinaldo Azevedo, gravada na sexta-feira (10/8) e veiculada nesta segunda (14/8): “Não pensa você que está fácil. A Câmara está com um poder muito grande, e ela não pode usar esse poder para humilhar o Senado e o Executivo”, disse.
Sem citar nomes, Haddad fala que “o bom da democracia é que a pessoa não vai ter esse poder para sempre, a instituição pode ter, mas você não sabe na mão de quem ela vai estar daqui com dois, quatro, 10 anos”. A fala do ministro foi vista como uma “indireta” ao presidente da Câmara.
Lira, no entanto, rebateu as críticas na noite desta segunda-feira (14/8). Segundo ele, “a Câmara dos Deputados tem dado sucessivas demonstrações de que é parceira do Brasil, independente do governo de ocasião. Todos os projetos de interesse do país são discutidos e votados com toda seriedade e celeridade”.
“É equivocado pressupor que a formação de consensos em temáticas sensíveis revela a concentração de poder na figura de quem quer que seja. A formação de maioria política é feita com credibilidade e diálogo permanente com os líderes partidários e os integrantes da Casa”, reiterou. “Essa missão é do governo, e não do presidente da Câmara, que ainda assim tem se empenhado para que ela aconteça. Manifestações enviesadas e descontextualizadas não contribuem no processo de diálogo e construção de pontes tão necessários para que o país avance!”.
Depois das declações de Haddad repercutirem, o ministro ressaltou que ligou para Lira e falou sobre o tom adotado na entrevista. Haddad garantiu que o governo tem uma relação estável com os deputados. “Eu até falei com o presidente Lira. Fiz questão de ligar para ele para que isso fosse esclarecido”, informou, em coletiva de imprensa no Ministério da Fazenda no fim da tarde desta segunda.








