Edital para gestão da Osba fracassa e Secult deve abrir novo processo de seleção
Da Redação
A Secretária Estadual de Cultura terá que resolver o destino da Orquestra Sinfônica da Bahia, após o processo seletivo para a gestão da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) fracassar, conforme publicado ontem no Diário Oficial do Estado.
Isso significa que as instituições candidatas para a gestão da Osba não cumpriram com os requisitos especificados em edital. Dessa forma, a licitação passa a ser classificada como “fracassada”. A Associação Amigos do Teatro Castro Alves (ATCA) e o Instituto de Desenvolvimento Social pela Música (IDSM), que eram as concorrentes no processo, foram desclassificados.
A Secult/Ba não detalhou quais os requisitos não foram cumpridos e informou que vai divulgar, nos próximos dias, informações sobre um novo edital de seleção. Desde o final de março, a Osba está sem administração. Na ocasião, um contrato emergencial foi assinado com a ATCA, que já estava à frente da orquestra. O contrato termina neste mês de setembro.
A licitação envolvendo o comando da Osba já estava envolto de polêmicas. Em agosto, o Ministério Público da Bahia (MP) recomendou a suspensão do edital e a publicação de um novo, alegando que poderia “comprometer a qualidade dos serviços prestados, uma vez que a criatividade é um elemento preponderante”.
A possibilidade também de o IDSM, que é comandado pelo maestro Ricardo Castro, deixou membros da orquestra e público apreensivos. Castro já havia deito críticas públicas à condução da Osba pelo maestro Carlos Prazeres, que inseriu apresentações com elementos de música popular, com o objetivo de atrair um público maior para as apresentações da orquestra.








