segunda-feira, 4 de maio de 2026

Indústria baiana terá crescimento tímido em 2024, projeta FIEB

Foto: Divulgação

Da Redação

O setor industrial baiano ocupa o 8º lugar no ranking nacional e, mesmo com investimento como o da montadora chinesa BYD, , deverá ter em 2024 um desempenho na área um tanto tímido, com crescimento abaixo de 1%.

Essa é a projeção da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB). Em coletiva à imprensa na manhã de ontem, o presidente da entidade, Carlos Henrique Passos, explicou que a indústria da Bahia, por ser em grande parte produtora de bens tradable, ou seja, relacionados com o comércio exterior e que dependem da formação do preço internacional, será afetada pela redução do crescimento global, especialmente na América Latina.

Os motivos são diversos e entre eles está, por exemplo, a redução do crescimento chinês. “Nosso maior parceiro comercial”, afirma Passos.

A Bahia sofre o peso da indústria da transformação baiana, com o segmento de Refino, que deve apresentar uma redução de preços de combustíveis, com pequena retração. O fato é motivado negativamente por causa da guerra da Ucrânia e do conflito entre Israel e Hamas.

A contribuição da agropecuária também será menor e o setor de serviços já tem registrado baixo desempenho.  “O grande desafio de setores que tem um peso enorme para a indústria baiana, como Petroquímico, passam por um ciclo ruim, são o baixo crescimento da China,  consequências das guerras, e tudo isso afeta preços relativos do mercado global e com impacto local”, acrescenta o presidente da Fieb.

Conforme ele, o segmento enfrenta um cenário de baixos preços internacionais e problemas de competitividade da produção interna, com altos custos das matérias primas e baixos preços das resinas no mercado doméstico.

Apesar da projeção de crescimento tímido, a Bahia continua tendo uma indústria promissora e que está à frente em algumas questões, como a sustentabilidade. Além disso, empregos formais gerados pelo setor continuarão em crescimento em 2024, puxado pela Construção Civil e pela indústria de Alimentos.

“Temos um desafio imenso em relação a sustentabilidade e precisamos trazer nossas empresas para uma matriz energética cada vez mais limpa. E isso a Bahia em particular tem um diferencial. Temos uma boa produção de energia renovável”, afirmou.

22 de dezembro de 2023, 09:24

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